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Adão e Eva somos nós

Por Ed René Kivitz


Você pode interpretar a história de Adão e Eva como uma descrição de como as coisas aconteceram. Mas pode também interpretar como descrição de como as coisas acontecem. Pode ser uma história que conta como as coisas foram, ou como as coisas são. Pessoalmente, opto pela segunda alternativa. Não me interesso tanto em saber se as coisas foram daquele jeito ou não, não estou preocupado com a literalidade da narrativa, que aliás, me traz mais embaraços que esclarecimentos: houve mesmo um bonequinho de barro? antes de enganar o casal a serpente andava ereta? que fruta era aquela da árvore do conhecimento do bem e do mal, será que está sendo vendida na feira sem que a gente saiba que é ela? quais as coordenadas do jardim do Éden? será que os anjos com espadas de fogo ainda estão por lá?

A história de Adão e Eva visa a comunicar a ótica judaico-cristã da natureza humana, da relação entre Deus e o homem, da dinâmica da sociedade humana. O autor bíblico não está preocupado em descrever o processo mecânico natural da criação. Seu texto não tem pretensão das ciências duras, que tratam das engrenagens do universo natural através da física, por exemplo, mas das ciências do espírito, que têm por objeto a complexidade do humano e suas relações.

Adão e Eva somos nós. Os que pretendemos definir o bem e o mal, o certo e o errado, ambiciosos da autonomia auto-suficiente cuja finalidade não é outra senão a satisfação das nossas vontades e desejos sem fim. Todos os que optamos pela competição em detrimento da cooperação, a violência em lugar do diálogo, o olho por olho contra o perdão, o império do mais forte em vez da gratuidade, as relações de interesses egocêntricos, escusos e difusos em troca da generosidade e da partilha abnegada, a conquista pela força bruta às expensas da paz.

Adão e Eva somos nós. Construtores de jardins de pedra e ferro, edificadores de comunidades muradas, empreendedores prepotentes, espoliadores da riqueza e da beleza dos bichos, do verde, das águas – extrativistas predadores. Todos quantos nos dedicamos à busca do prazer a qualquer preço, que nos contentamos com o máximo de felicidade pessoal em termos de conforto e satisfação individuais, presos nas garras da sensualidade-sensorialidade, pés fincados na terra, carne agarrada à carne, a orgia pluri-glutônica viciante e viciada-anestesiada. Adão e Eva somos nós. Fugitivos da realidade, fantasiosos, vítimas do pensamento mágico, iludidos pela possibilidade da reedição do paraíso perdido sem o concurso do divino. Adão e Eva somos nós. Também damos ouvidos à serpente. Também matamos irmãos. Também nos abandonamos ao hedonismo desvairado. Também queremos apenas nosso nome pronunciado com reverência. Adão e Eva somos nós. E somos também Caim, somos o povo ao redor de Noé, os empreiteiros da torre de babel.

Mas somos também a descendência do filho da mulher, que esmaga a cabeça da serpente. Somos também Abraão. Sobre nós repousa um chamado sagrado: fazer benditas todas as famílias da terra. Gênesis não é um veredito. Gênesis é uma profecia: aponta a injustiça e o juízo, convoca ao arrependimento, suscita a esperança e promete a vitória dAquele cuja vontade é boa, perfeita e agradável: novo céu e nova terra.

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Cuidado para não perder o foco...

Você já perdeu o foco?

Bom, a maioria das pessoas, pelo menos uma vez na vida, já perderam o foco de um objetivo, um sonho, uma meta. Isso é normal, afinal de contas, vivemos sob influências externas de pessoas e situações que podem nos desviar de propósitos que nós traçamos ou pior ainda, de propósitos que Deus traçou para nossas vidas. Sempre tenho em mente que o foco de Deus para vida de todo Cristão são suas promessas. Desde promessas coletivas, como a da salvação, uma morada no céu, até promessas mais pessoais e íntimas, que são feitas de pai pra filho. Mas o que acontece quando perdemos o foco? Isso pode ser muito perigoso. Em um trecho da palavra de Deus, pude observar duas atitudes distintas em uma mesma Situação.A passagem fica em Números 13 dos versículos 27 ao 31.“27E contaram-lhe, e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel, e este é o seu fruto.28O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades fortificadas e mui grandes; …

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Intimidade gera santidade; santidade gera autoridade; e autoridade promove conquistas. 


Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramsa[ente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 
1 Pedro 1:13-16 


A santidade é um desafio dos nosso dias e está diretamente ligada ao caráter.
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A Teologia do cachorro e do gato

Este é o título de um livro, de Bob Sjogren e Gerald Robison, publicado no Brasil pela Missão Horizontes. Estranho, não é?

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O GATO DIZ: VOCÊ ME ACARICIA, VOCÊ ME ALIMENTA, ME ABRIGA, ME AMA, EU DEVO SER DEUS.

A partir daqui os dois mostram as diferenças entre cristão tipo cachorro e cristãos tipo gato.

O cachorro segue por amor, é dedicado, engaja-se, envolve a vida, entrega-se.

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