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A última bolacha do pacote

E Samuel disse: — Hoje Deus rasgou das suas mãos o Reino de Israel e o deu a alguém que é melhor do que você – 1 Samuel 15.28
Saul foi um homem que teve uma experiência maravilhosa com Deus. Ele saiu de casa para buscar as jumentas de seu pai e enquanto fazia isso foi ungido pelo profeta Samuel como o primeiro rei de Israel e foi cheio do Espírito Santo. Belo começo!

Mas, havia algo em Saul que se tornou a semente do seu fracasso, ele gostava de fazer as coisas na sua hora e do seu jeito. Ele não compreendia que Deus tem seu próprio relógio e que somos nós que temos que nos adaptar a ele.

Para Saul tudo tinha que ser já, “pra ontem”. Deus fazia com ele o que faz com todos aqueles que são assim, fazia-o esperar. Samuel marcou com ele um dia e horário para oferecer um sacrifício a Deus, mas não chegou na hora marcada. Saul não compreendeu que estava sob teste e tratamento, não tolerou o atraso e fez a coisa do seu jeito.

Ofereceu sacrifício no lugar de Samuel. Nessa hora Samuel chegou e anuncio-lhe a sentença de Deus. Por não largar sua mania de fazer as coisas do seu jeito, por não aprender a agir no tempo de Deus, seria rejeitado como rei e alguém segundo o coração de Deus seria colocado em seu lugar. Isso mesmo, alguém cujo coração batesse no mesmo ritmo do de Deus.

Tudo indica que Saul não achava que sua maneira de agir fosse um defeito. Talvez achasse ser uma virtude, pois ele continuou agindo da mesma forma. Na luta contra Amaleque, mais uma vez ele fez as coisas do seu jeito. É, Saul se achava “a ultima bolacha do pacote”. Ele se achava. Mas ali Deus lhe anunciou que passaria o reino a alguém que era melhor do que ele. Para todo aquele que se “acha”, Deus sempre dará um jeito de mostrar que existe alguém melhor do que ele para quem “seu reino” será passado.

Um dia apareceu Davi. Após vencer o gigante de quem Saul teve medo, o jovem foi aclamado pelas mulheres de Israel que cantavam: “Saul venceu mil, mas Davi venceu dez mil”. Em outras palavras: “Saul foi bom, mas Davi é melhor”. Lá estava a pessoa que Saul não imaginava que existisse. Lá estava o moço segundo o coração de Deus, aquele para quem Deus passaria seu reino, aquele que era melhor que Saul. E como Saul reagiu a isso? Ele ficou com ciúmes e desconfiado. É, ele continuou afundando. Esse sentimento ruim abriu portas no coração de Saul e o homem que fora cheio do Espírito Santo passou a ser dominado por um espírito mal. Ele estava afundando, só ele que não via. Ele começou a agir como louco dentro de casa. Só Deus sabe o quanto sofrem as famílias daqueles que não se deixam tratar por Deus, de loucos, ciumentos e desconfiados, de pessoas que tremem de insegurança diante de pessoas melhores do que elas. Saul pegou sua lança e tentou acertá-la em Davi. Os loucos e perturbados gostam de atirar as setas de palavras destrutivas para tentar matar os que estão servindo e agradando a Deus. Mas Davi se esquivou, pois, nenhum louco pode matar quem está cheio do Espírito Santo.

Davi tinha lá seus defeitos, mas o que o tornava melhor que Saul era o fato de ele se deixar tratar por Deus como um vaso na mão do oleiro. Saul não. Ele começou bem e foi piorando. Passou sua ultima noite de vida com uma feiticeira. Logo depois se suicidou. Davi terminou seus dias cheio de glória e de respeito. A grande diferença entre os dois era que um cedia a Deus enquanto o outro não. Um estava sendo aperfeiçoado enquanto o outro afundava. Um amadureceu e o outro apodreceu. E nós, que rumo daremos à nossa vida? São as nossas atitudes em resposta aos tratamentos de Deus que responderão essa pergunta.

Fonte: hermesfernandes.com


Eliel Ferreira


 

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